O especialista do Google, John Mueller, afirmou recentemente que adicionar códigos de país às URLs, como “/es” para a Espanha, não melhora o desempenho em rankings regionais. Em vez disso, ele sugere o uso de ccTLDs (domínios de nível superior com código de país) para uma segmentação mais eficaz.
O impacto das mudanças de URL no SEO
De acordo com Mueller, simplesmente alterar a estrutura das URLs para incluir códigos de país não trará benefícios tangíveis para o SEO. Ele explicou que mudanças nesse formato resultam em flutuações temporárias nos rankings, mas não oferecem vantagens duradouras.
Ele foi questionado sobre a diferença entre usar URLs como mydomain.com/shoes-es
e mydomain.com/shoes/es
. Sua resposta, publicada no Bluesky, foi clara:
“Não haverá mudança alguma nos rankings, exceto pelas flutuações temporárias causadas pela alteração.”
A recomendação do Google: use ccTLDs
Mueller enfatizou que a chave para segmentar sites regionalmente está nos ccTLDs, como “.es” para a Espanha ou “.fr” para a França. Esses domínios oferecem uma separação clara por país, ajudando os mecanismos de busca a entender a segmentação geográfica do conteúdo.
Quando isso importa?
- Casos em que os ccTLDs são importantes: Se você opera sites que atendem a diferentes países e precisa de uma segmentação clara e direta, os ccTLDs são a melhor escolha.
- Casos em que não importa tanto: Para a maioria dos sites, especialmente os que não dependem fortemente de SEO regional, a inclusão de códigos de país nas URLs ou o uso de subdiretórios pode ser suficiente.
Conclusão
Ao planejar a estrutura de URLs do seu site, é importante considerar o impacto no SEO e a clareza para os usuários e motores de busca. Embora possa parecer prático adicionar códigos de país, os ccTLDs continuam sendo a solução mais robusta para uma segmentação geográfica eficaz.